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Empresa que recolhe animais mortos em propriedades rurais do Oeste de SC interrompe serviços
Adicionada: 08/05/2019
 



Projeto desenvolvido na unidade atende produtores rurais de 75 municípios e envolve alto custo no processo. Com a paralisação, funcionários receberam férias coletivas.



Uma empresa privada, que faz o recolhimento de bovinos e suínos mortos de propriedades rurais em 75 municípios do Oeste de Santa Catarina, suspendeu as atividades na segunda-feira (6). Por conta da medida, os caminhões que fazem o transporte e as máquinas estão parados. Os funcionários receberam férias coletivas. Além disso, a paralisação preocupa produtores rurais da região que precisam dar destinação correta para as carcaças.

 

A empresa de Reciclagem Animal – Cbrasa, que fica em Seara, reaproveita os resíduos animais desde 2017. As operações começaram por meio de um projeto pioneiro no estado e no país, com apoio dos órgãos municipais e estaduais. O óleo retirado é revendido para produção de biocombustível e a farinha pode ser usada como adubo.

 

 

Prejuízos

 

No entanto, nos últimos 12 meses o prejuízo estimado pela empresa foi superior a R$ 80 mil. Diante deste cenário e do alto custo do processo, os responsáveis interromperam as atividades por 30 dias e seguem na busca para viabilizar a exportação da farinha, que segundo o gerente da unidade Leonardo Biazus, é o mais rentável.

 

Porém, para isso é necessário a assinatura de uma normativa que estabelece regras sobre a comercialização de farinha de carnes fabricadas a partir do processamento dos animais que morrem nas propriedades rurais junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

 

"A gente está há dois anos buscando a autorização para poder comercializar a farinha. Exportando conseguiríamos no mínimo dobrar esse valor. O Ministério está vindo para o Oeste esta semana. Eles criaram um grupo de trabalho para estudar novamente o projeto, criar a instrução normativa, mas comercialmente ainda não temos nenhum parecer", afirma.

 

 

Impactos

 

Desde o início dos serviços prestados pela empresa, 85 mil coletas foram feitas. Um total de 12 caminhões percorria mais de 2 mil quilômetros por dia e atendiam cerca de 9 mil propriedades.

 

Uma das propriedades atendidas é a do produtor rural Francisco Jacir Canossa. "O último recolhimento foi sexta-feira. Esperamos que retorne o mais breve possível. Vamos ter que cortar e colocar na composteira. É delicado, muito trabalhoso e não temos compostagem para atender todos os animais que ficam dentro das granjas", afirma.



Fonte: G1/SC - Foto: Divulgação
 

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