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Novos sítios arqueológicos são encontrados no município de Vargem
Adicionada: 12/03/2019
 



Os novos sítios, juntamente com os outros quatro que já eram conhecidos no município, passam a integrar o banco de dados do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos, mantido pelo IPHAN, com o objetivo de cuidar do rico patrimônio histórico brasileiro



Em algum momento da vida você já deve ter escutado que é preciso conhecer o passado para entender o presente e construir o futuro. O trabalho realizado pelo Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (Ceom/Unochapecó), por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), nos possibilita conhecer mais a história dos antepassados que viveram em nossa região. Desde novembro, o projeto busca recadastrar mais de 500 sítios arqueológicos em cerca de 30 municípios das regiões Oeste e Planalto. Foi durante esses trabalhos que a equipe encontrou, no dia 1º de março, três novos sítios arqueológicos no município de Vargem.

 

A coordenadora do Ceom, professora Mirian Carbonera, explica que os locais formam o que são conhecidas como 'estruturas anelares'. Ou seja, elevações de terra com formato de anel e um montículo central, utilizados para enterrar os mortos. "Encontramos três sítios desse tipo, e cada um deles com características muito especiais. Um deles, por exemplo, é formado por um conjunto de cinco estruturas anelares. Outra característica marcante é que elas eram feitas sobre áreas bem altas", comenta.

 

Os criadores das estruturas são grupos Jê Meridionais, que também são responsáveis por outras alterações na paisagem, como estruturas subterrâneas utilizadas como casas ou para estocar alimentos. "Esses grupos estavam espalhados pelas terras altas do sul do Brasil e da província de Misiones", acrescenta Mirian.

 

Os novos sítios, juntamente com os outros quatro que já eram conhecidos no município, passam a integrar o banco de dados do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos, mantido pelo IPHAN, com o objetivo de cuidar do rico patrimônio histórico brasileiro. Afinal, somente através de um passado preservado e valorizado é que podemos acessar nossa história e conhecer a trajetória das sociedades que habitaram, e, talvez, ainda habitam o país.



Fonte: Unochapecó | Foto: Unochapecó
 

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